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PNEUMOLOGIA - RECUPERAÇÃO PÓS COVID-19

Uma boa notícia nesse cenário de pandemia: a maioria das vítimas da COVID-19 que tem algum tipo de sequela pulmonar se recupera e retoma a vida normal após cuidados com um Pneumologista.


Como estão reagindo os pacientes com sequelas da COVID-19?

A maioria dos pacientes pós-COVID apresentam sequelas leves da doença, como inflamação pulmonar residual, mal-estar, fraqueza muscular leve, indisposição e perda de olfato e paladar. A recuperação completa ocorre geralmente depois de 30 a 60 dias.



Nos casos mais leves, existe um protocolo básico?

Cada caso exige uma abordagem específica. A grande recomendação é paciência, que faz muito bem. Em vez de o paciente tomar corticoide, que pode levar a alterações musculares e até neurológicas, o melhor é ter paciência que o quadro regride espontaneamente, na maioria dos casos.


E no caso dos pacientes graves?

Esses indivíduos geralmente são submetidos a terapias de sedação profunda e precisam usar relaxantes musculares, além de corticoides e antibióticos. Muitas vezes essas drogas levam a alterações neuromusculares, ou seja, os pacientes perdem massa e força muscular, além de peso e gordura.


Alguns também apresentam dificuldade respiratória e precisam de oxigênio, além de alimentação enteral. Precisam se submeter a uma reabilitação prolongada com múltiplas especialidades.


Alguns pacientes apresentam fibrose pulmonar após a COVID-19. É um quadro reversível?

É bom deixar claro que esse tipo de lesão pode ser revertida. As chances de recuperação desse dano pulmonar são grandes. Nos casos gravíssimos de COVID-19 é comum os pacientes apresentarem esse quadro, mas muitos se recuperam.


Qual a avaliação sobre os pacientes que tiveram a doença?

A maioria retoma a vida normal, mas ainda é cedo para afirmar que o organismo volta exatamente igual ao estado pré-doença. Eles estão se recuperando. Aparentemente voltarão a uma vida muito próxima do que tinham antes. A reabilitação psicológica também é fundamental, pois muitos passam pela experiência de quase morte e isso pode levar à síndrome do pânico.

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